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08
jun
2018

A cosmovisão de Deus presente no filme O auto da compadecida.

POR Missão Esperança e Fé
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Análise da dimensão de cosmovisão Deus presente no filme O auto da compadecida. Direção: Guel Arraes. Produção: Eduardo Figueira. Rio de Janeiro (RJ): Globo filmes, 1999.

  1. INTRODUÇÃO

A presente obra se propõe a analisar a dimensão de Deus na cultura sertaneja a partir da narrativa ficcional ‘O auto da compadecida’ e fazer algumas considerações, com a finalidade de ajudar missionários, que estão atuando na referida cultura, a entender como ela ver Deus e sugerir alguns caminhos para serem trilhados no processo de transformação, porém sabendo que isto é apenas uma ferramenta, pois a ação é consumada pela obra Espírito Santo.

  1. A NARRATIVA

A obra ‘O auto da compadecida’ narra histórias vividas por João Grilo e Chicó na cidade de Taperoá no Sertão de Pernambuco, em meados dos anos 60. Primeiro lançado em livro, depois popularizada pelas telas de cinema e televisão de todo Brasil, e do mundo, a narrativa ficcional de Ariano Suassuna, ganhou o coração do povo brasileiro, por conta dos fortes traços de regionalidade, que são vistos tanto no sotaque, como no cenário e em todos os aspectos da obra.

O esperto João Grilo e o covarde e mentiroso Chicó, são os personagens principais da obra. Logo no inicio somos apresentados aos dois, trabalhando no anúncio do filme da Paixão de Cristo, “o filme mais arretado do mundo” (João Grilo). Apesar de conseguir alguns trocados, os dois logo se deparam com a fome, e vão procurar emprego na padaria da cidade. O dono da padaria Eurico cuja a esposa Dorinha, é uma mulher infiel e mais devotada a sua cachorra do que a ele, logo emprega os dois amigos. Em dado momento da trama a cachorra de Dorinha morre, e ela pede a seu marido que providencie o enterro da cachorra em Latim.

Ao procurar João o Padre da cidade, João Grilo lhe apresenta a situação e a condição que foi imposta por sua patroa. O padre, rapidamente nega realizar o enterro, pois segundo ele isso é contra as leis da igreja, O esperto João Grilo alega que a cachorra é de Antônio Moraes um homem rico, que tem o titulo de major, rapidamente o padre muda de ideia – denunciando a subserviência da igreja aos poderosos. Neste momento da trama inicia-se uma série de críticas a moral da igreja católica nesse contexto, que trataremos mais na frente.

A farsa de alegar que a cachorra era do major, não consuma o enterro. Então João grilo, ludibria o padre dizendo que a cachorra era uma cristã devota e que ela havia feito um testamento onde deixava 10 contos de réis para a igreja, “os cachorros também são criaturas divinas!” exclama o padre ao tomar conhecimento da sua parte no testamento da cachorra.

O padre realiza o desejo de Dorinha, e quando volta do enterro encontra o bispo, o qual fica enfurecido ao saber do acontecido. Porém ao saber do testamento e que parte dele vai para a diocese o bispo aprova a atitude do seu comandado.

As travessuras da dupla continuam, João Grilo é demitido de seu emprego na padaria e vai pedir emprego ao major Antônio Moraes, este lhe manda a cidade a buscar sua filha Rosinha que estava chegando da capital Recife. Rosinha se apaixona por Chicó, porém sabendo eles que o pai da moça não aprovaria tal união, eles planejam mais uma enganação.

Enquanto eles trabalham no plano para realizar o casamento a cidade é invadida por cangaceiros liderados por Severino. Severino faz com seu subordinado mate o padre, o bispo, o padeiro e sua mulher. Quando chega a vez de João Grilo e Chicó, eles enganam Severino dizendo que possuem uma gaita benzida por Padre Cicero, de quem Severino é um devoto fiel. Essa gaita tem o poder ressuscitar, dando assim a Severino uma oportunidade de ir ao céu encontrar com seu padrinho e depois voltar, quando o seu ajudante tocar a gaita.

O subordinado após ter matada seu chefe, toca a gaita e percebe que não há ressureição nenhuma. A policia aparece e ele foge, na fuga ele acerta um tiro em João Grilo que ao invés de fugir e se proteger, tenta pegar o dinheiro que Severino tinha roubado do povo da cidade.

Todos agora se encontram no céu. O diabo aparece e deseja levar todos ao inferno, quando João Grilo exclama “valei-me nosso Senhor, Jesus Cristo!”. Então inicia-se o julgamento final, Jesus ordena que o diabo faça acusações a cada um. Terminada as acusações, e com a situação deles complicada. O diabo se prepara para leva-los, quando João Grilo o interrompe e clama por Maria mãe de Jesus, conhecida na trama por “Nossa Senhora, mãe de Deus de Nazaré”.

Maria intercede por cada um deles, sugerindo ao filho que enviasse Severino direto para o céu, pois ele não era responsável pelos seus atos devido a morte de seus pais na infância. E sugere o envio do padre, bispo, padeiro e sua esposa para o purgatório pois na hora da morte eles perdoaram seus agressores. Resta então o caso de João, que por sua vez é sugerido que seja enviado de volta a terra para ter uma segunda chance.

Quando João Grilo volta, se encontra com Chicó e Rosinha. Os três enganam o Major e seguem juntos pelo sertão.

  1. MOTIVO BÁSICO JUDAICO-CRISTÃO DILUÍDO NA CULTURA POPULAR DO SERTÃO E TRANSFORMADO SINCRETISMO

Para uma melhor compreensão dessa análise é importante compreender o elemento ‘Deus’ constituinte de uma cosmovisão. Toda cosmovisão e composta por uma compreensão de Deus, ou seja, atribuir características de divindade a algo ou alguém, verdadeiro ou falso, como por exemplo, os cristãos creem que o Deus da Bíblia é o criador do universo e que Ele é Eterno, já os materialistas científicos, creem que a matéria é auto existente e que, portanto, ele é a fundadora da realidade na qual nós estamos vivendo.

É importante perceber que não apenas os cristãos têm compreensão de Deus como parte constituinte de uma cosmovisão, mas também os materialistas, pois quando levamos os questionamentos da realidade sobre as origens, todas as cosmovisões terão que atribuir a algo ou alguém uma característica divina para explicar o surgimento da vida.

Com essa breve compreensão, e a expansão da dimensão Deus na vida do indivíduo podemos afirmar categoricamente que não existe ser ateu. Quando alguém se denomina dessa maneira talvez ele queria expressar que ele não compartilha da mesma compreensão de Deus, numa perspectiva “religiosa” – se nosso conceito sobre religião for reducionista, apenas fazendo alusão a praticas pessoais que buscar conscientemente encontrar, agradar, ou coisa do tipo a sua divindade. Porém se considerarmos a definição expandida de Herman Dooyeweerd: “É o impulso inato da individualidade humana, direcionado para a Origem absoluta, verdadeira ou falsa, de toda a diversidade temporal de sentido”. (A new critique, v.1, p.57)1 poderemos afirmar que todos os seres humanos compartilham dessa busca, como colocou Dooyewerd, seja ela verdadeira ou falsa.

A cultura sertaneja é difundida com predominância na zona rural do nordeste brasileiro. Durante o período de desenvolvimento da sociedade brasileira ela foi a espinha dorsal e ainda se encontra com um imenso valor para a economia do país.

Para que possamos perceber a grande importância é da comunidade sertaneja, também nos dias de hoje, vejamos o fenômeno chamado de Êxodo Rural, onde os moradores das zonas rurais, devido as circunstancia sofridas de sua região, saem em busca – sobre tudo no segundo semestre no ano – de novas oportunidades. Esta experiência ficou famosa no Brasil, através da música ‘Asa Branca’ de Luiz Gonzaga, onde narra o drama do homem sertanejo que vê a terra seca, pela falta de chuva e encontra como única solução, do problema de sua família ir embora para a cidade grande em busca de emprego.

E devido à pouca capacitação, o homem sertanejo vai encontrar vagas apenas com serviços de mãos de obras. Portanto vai trabalhar arduamente nas construções das cidades, na edificação dos grandes monumentos e em toda sorte de serviço braçal. Se constituindo assim como uma base para o desenvolvimento do Brasil, poder-se-ia afirmar que sem eles a história desse país não seria a mesma.

A história da formação do pensamento desse povo, inicia-se no período das grandes navegações. Estas foram feitas pelos Europeus. A medida que eles descobriam as américas enviavam para lá, homens para tentar civilizar os nativos. Isso aconteceu com o Brasil e logo a coroa de Portugal enviou os padres de ordem dos Jesuítas, com intuito principal de catequisar o novo povo descoberto. 2

Com esse acontecido, o motivo básico ocidental Criação-Queda-Redenção3 vem intrínseco no ensino desses padres, mas não de forma completa, pois eles não conseguiram descontruir a compreensão fenomenologia dos índios para com os eventos que aconteciam ao se redor.

Os anos se passaram a cultura cristã do seguimento católico ocidental foi ganhando corpo na região nordeste do Brasil, mas a ela foi acrescentada o misticismo das religiões animistas do continente africano4. Nos dias atuais o catolicismo ainda predomina na região,

porém, é um catolicismo distante do vaticano. Pois na cultura sertaneja, desenvolveu-se aquilo que é comumente chamado de catolicismo popular.

Este fez uma transformação exterior, mudou nomes, mas permitiu aos seguidores continuarem com as antigas práticas. Por exemplo a mãe de santo, sacerdote animista, foi endossada pela igreja como rezadeira.

  1. A FICÇÃO COMO FERRAMENTA DE COMPREENDER UMA COSMOVISÃO

Para nossos fins nos ajudará, ter a compreensão de uma cosmovisão (Weltanschauung) por Freud, citada pelo prof. Felipe Melo:

‘Weltanschauung’ é, estou receoso, uma noção especificamente alemã, a qual seria difícil traduzir para uma língua estrangeira. se eu tentar dar para você uma definição da palavra posso falhar, e acabar marcando você inadequadamente.

Por ‘Weltanschauung’, então, eu quero significar como uma construção unificada que dar solução de todos os problemas da nossa existência em virtude de uma hipótese compreensiva, uma construção, portanto na qual nenhuma questão é deixada aberta, e na qual todas as coisas que nós somos interessados encontra seu lugar.

É fácil de ver que a possessão de uma ‘Weltanschauung’ é um desejo ideal da humanidade. Quando alguém acredita em tal coisa, este se sente seguro na sua vida, sabe pelo que deve lutar e como dever lutar, para organizar suas emoções e seus interesses para os melhores proposito.

Segundo Freud, a cosmovisão é algo substancial. Por ser substancial sua análise se torna uma tarefa quase impossível, porque nem o próprio indivíduo consegue identificá-la. Conforme falou o prof. Felipe Melo “Cosmovisão é aquilo que você faz quando você não está vendo”6.

Mesmo com a dificuldade de analisar uma cosmovisão, essa tarefa se torna essencial para reestruturação do ser, nas suas relações com atores da comunidade da existência, (Deus o Homem, o Mundo e o Outro). É aqui onde a ficção encontra seu papel fundamental, pois ela é uma ferramenta capaz de expressar, ao indivíduo suas crenças fundamentais, visto que elas não são expostas de maneira objetiva.

Pois convencionou-se que autor de ficção tem liberdade para fugir da realidade. E Ariano Suassuna ao escrever não teve nenhum compromisso cientifico em sua obra. Portanto ele se ver livre, para dar espaço a sua imaginação e quando ele o faz transmite, na maioria das vezes, aquilo que provavelmente nem ele mesmo sabia sobre si ou o que ele tinha como crença fundamental em sua vida.

Por isso na obra escolhida para o analise, fica fácil perceber, a compreensão do autor sobre o juízo final. Embora, caso questionado ele não possa afirmar com base bíblicas que será daquela forma e até se recuse a fazê-lo. Na ficção ele encontra sua liberdade para expressar a solução que ele tem dado ao problema da morte e juízo final.

  1. A PROPOSIÇÃO DE SENTIDO PARA A VIDA EM ARIANO SUASSUNA

Como foi falado antes a obra de Ariano é uma crítica aberta a moral da igreja católica. O catolicismo apresentado por Suassuna, muito se parece com a ideia de Maquiavel, de que a religião é um instrumento político, isso fica muito claro na obra principalmente no momento em que o padre representando a igreja, só se propõe a enterra a cachorra (coisa que para ele era errado) quando lhe é dito ela era de um major. A crítica feita pelo autor, em outras épocas lhe causaria sem dúvida uma pena de morte. Porém devido a desconexão do estado com a igreja criticas desse tipo agora podem ser feitas e expressar o grande sentimento que habita no coração do povo.

O povo sertanejo nutre dentro de si, uma certa indignação por a postura da igreja. Por mais que este povo seja devoto e fiel, eles conseguem perceber e sentem muito incomodados, por essa triste realidade da igreja.

Essa realidade é um reflexo da compreensão do divino que eles têm. Na cultura sertaneja o sagrado e profano, estão profundamente atrelados. Isto é manifesto nas festas dos padroeiros e das padroeiras, onde no primeiro se tem um momento de culto, ao santo homenageado. Após esse momento, inicia-se uma espécie de culto pagão aos prazeres. Bandas de forró, são contratadas, bebidas alcoólicas são consumidas deliberadamente inclusive muitas crianças são

iniciadas no alcoolismo nesses dias, maridos traem suas esposas as claras, e toda espécie de profanação é pratica, crendo eles que isto é feito com o endosso da divindade.

O problema exposto anteriormente se constitui em um drama vivido pelo sertanejo. Pois este se questiona como viverei uma vida dissoluta e ainda sim desfrutarei de um paraíso? Visto que o conceito de juízo final está embutido na mente do homem sertanejo.

Ariano Suassuna, viveu está realidade em toda sua vida, embora tenha nascido em Recife, seu pai morreu muito cedo e ele foi morar no sertão. Possivelmente Ariano passou por esse conflito, e talvez a melhor forma de compreender a resposta dada por ele a isso seja através da obra “o auto da compadecida”. O leitor atento, vai perceber que Maria é dita como mãe de Deus, o conceito de mãe para o homem sertanejo é muito forte. Acima foi falado do êxodo rural, essa migração é feita na grande maioria pelos homens. É muito comum, se deparar nessa época com as mulheres chorando e sofrendo, por conta da saudade dos seus maridos. Com a partida dos maridos, as pessoas onde a mulher sertaneja encontra para demonstrar seu carrinho e afeto, são nos filhos. Portanto a relação mãe e filho se intensifica. O filho se torna um bem precioso para a mulher sertaneja, pois ele se torna a sua única companhia.

A criança devolve esse amor e cuidado para a sua mãe, e começa a enxerga na figura do pai, aquele que faz a mãe sofrer. Pois quando o homem sertanejo está em casa, ele não trata bem a sua esposa, muitos deles são alcoólatras, batem em suas mulheres. E quando não estão fazem as mulheres sertanejas chorarem de saudades. Por isso o filho atribui ao pai todo o sofrimento e a mãe toda a imagem de afeto, este se conceito se popularizou com a seguinte frase: “mãe é sagrada”.

Assim também procede nas relações dos sertanejos com o divino, por isso que a figura de Maria, é comumente colocado pelos sertanejos, como mais importante do que o próprio Deus. Pois Deus é a divindade malvada que condena para o inferno, porém Maria a mãe boazinha que deseja que todo os seus filhos habitem no céu.

Isso fica claro, quando a narrativa chega no momento do juízo final. Os Personagens se encontram perante, Emanuel o juiz, e o diabo como acusador. O julgamento se inicia com o diabo expondo os erros de cada um dos personagens.

Em um dado momento da narrativa, quando as coisas parecem que não tem mais nenhuma saída. João Grilo apela para “Nossa Senhora”. Esta quando chega, se propõe a fazer o papel de uma advogada de defesa, e tenta argumenta que todos que estão ali são inocentes, ou merecem uma segunda chance. Mas o ponto central que se sobressai nessa parte da trama, é quando o diabo furioso com a intervenção da mulher, reclama com Emanuel, e este por sua vez responde “fazer o que? Discorda da minha mãe é que não vou”, demostrando no mínimo a submissão de Jesus a Maria.

Fica claro ao analisar a obra de Suassuna que o deus juiz, é um ser completamente submetido a sua mãe, e que a palavra final sempre vem dela. Esse pensamento é difundido na maioria dos sertanejos, por isso se entregam a todo tipo de prática imoral, crendo que no final tudo acontecerá como acontece no filme, Maria mãe de todos vai prover um meio pelo qual todos entrarão no céu.

Outro fator que se percebe na narrativa de Ariano, que também é presente na maioria das culturas pagãs. É o fato de a salvação ser conseguida por meio de méritos. Na narrativa isso é levado até as últimas consequências em vida, e quando não se tem mais jeito de fazer algo, manda-se para o purgatório, local no qual a maioria dos personagens são enviados para pagar o preço pelos pecados deles, dando a entender que o perdão de pecados é conseguido mediante ao esforço humano.

  1. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Por fim, quero apresentar alguns caminhos pelos quais os cristãos que estão sendo direcionados para trabalhar com o povo sertanejo possam trilhar, afim de que o evangelho avance nessa região, promovendo uma renovação da mente e uma redenção parcial da cultura.

Em primeiro lugar quero sugerir, uma mudança no método evangelístico. Durante muitos anos o movimento de evangelização do povo sertanejo, se limitou a caravanas que adentrava nos sertões, com caixa de som e homens de paletó preto, que gritavam contra as imagens de escultura e dizia que tudo era proibido. Embora muitas pessoas tivessem sido apresentadas a Cristo por meio desse movimento, ele gerou uma certa empatia do povo com a igreja evangélica.

Hoje essa realidade está bem diferente, muito por conta do trabalho de agências para- eclesiástica, missões como Juvep, Pró-Sertão e entre outras. Através dessa agência a evangelização dos sertões se tornou, muito mais relacional. Com o modelo de missões chamado encarnacional, ou método Paulino de plantio de igrejas. Nesse modelo os missionários mudam sua própria residência para a uma comunidade, e buscam ganhar a confiança da comunidade, para lhes apresentar o evangelho da salvação.

A maneira que quero sugerir para uma apresentação do evangelho nessa cultura, não começa pela cruz de Jesus, mas pela apresentação de Deus o pai e seus Atributos, para que através disso, consiga distinguir o Deus Santo da Bíblia, do deus profano que habita no imaginário popular.

Após essa apresentação da Santidade de Deus e suas implicações, deve se falar da exclusividade que Deus requer de seus adoradores. A justiça de Deus, também deve ser apresentada, e só então o evangelista deveria entra com a apresentação do plano da salvação.

Outro fator importante e desafiador é o discipulado. Para isso é importante que o missionário tenha um bom conhecimento sobre fenomenologia, pois as práticas animistas sertanejas são bastantes peculiares de cada microrregião. Eu mesmo no processo de catecismo da comunidade que plantei, fui questionado sobre uma prática chamada “renovação8” e se era licito comer das refeições que eram ali oferecidas. Se fez necessário desenvolver uma pesquisa de certa forma pioneira, para se conseguir dar uma diretriz fiel as escrituras. Muita dificuldade foi encontrada, principalmente pela falta de material disponível, na época a pesquisa foi feita em vários lugares e ainda não se tinha nem sequer um artigo escrito sobre isso, por isso a dificuldade.

Outro desafio que se apresenta nessa cultura é a reestruturação familiar. O missionário comprometido com evangelho, deve ensinar o dever bíblico de cada membro da família. Ensinando o marido o que a Bíblia fala sobre o amor a esposa, e a forma correta de educar os filhos.

Portanto os desafios são muitos, mas é dever da igreja levar o evangelho também as zonas rurais, aos lugares aonde não se vai conseguir fama e nem prestigio. Que Deus nos ajude nessa obra.

Texto de MATHEUS VASCONCELOS

Na integra segue link para baixar o Arquivo em PDF

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