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24
fev
2018

A prática da missão: levar esperança e fé onde não há

POR Missão Esperança e Fé
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A prática da missão: levar esperança e fé onde não há

Confira como foi a edição de janeiro de 2018 da Escola de Missões Esperança e Fé

Se alguém te perguntasse o que significa ser um missionário, o que você responderia? O dicionário Michaelis define um missionário como “aquele que se dedica a propagar uma fé religiosa; pessoa encarregada de realizar de determinada tarefa; aquele que propaga uma ideia, um princípio, uma causa”.

 

Uma coisa é conhecer a definição na teoria, outra bem diferente é vivê-la na prática. Pois foi essa prática da missão evangélica que cerca de 50 pessoas – entre voluntários, alunos e obreiros – que participaram da Escola de Missões Esperança e Fé (EMEF), da Missão Esperança e Fé (MEF), vivenciaram ao longo do mês de janeiro de 2018.

 

Eles saíram de diversos locais do Brasil como Rio Grande do Norte, Ceará, Pernambuco, Paraíba e São Paulo e passaram de 5 a 28 de janeiro integralmente focados no trabalho da evangelização de uma cidade do sertão nordestino: Monteirópolis – AL.

 

As atividades começaram oficialmente na noite do dia cinco de janeiro, uma sexta-feira, ainda que alguns alunos tenham chegado antes à base da missão, localizada em Macaíba – RN.

 

O que esperar desse período? O que se tinha ali era muita gente diferente, alguns que nunca tinham se visto antes, prestes a passar um mês no mesmo local, acordando, comendo, limpando, orando, indo dormir, ou seja, fazendo praticamente tudo junto.

 

Depois que as devidas apresentações foram feitas, a rotina foi estabelecida: ela começava às 6h30 e acabava às 21h30, horário em que todos deveriam estar em seus quartos para se preparar para ir dormir.

 

Todo esse tempo era preenchido com momentos a sós com Deus, devocionais, aulas no período da manhã e da tarde, manutenção e limpeza da base e horários reservados para o descanso e para as refeições. Houve também cultos, momentos de louvor e a exibição de filmes, que aconteciam no período da noite.

 

A programação ainda contou com dias intercalados de jejum na hora do café da manhã e vigília de oração, nas quais grupos de três ou quatro pessoas se revezavam ao longo de toda a madrugada, orando pela missão.

 

A rotina pode parecer um pouco puxada, porém, permitiu que os participantes tivessem muitos momentos para aprofundar o seu relacionamento com Deus, de uma maneira que dificilmente é possível em meio a correria do dia a dia.

 

E no meio disso tudo, aqueles que inicialmente eram estranhos, foram estabelecendo laços de amizade, aprendendo um com o outro e vivendo como uma família – a família da fé em Jesus Cristo.

 

Gabriela Veras Martins, de 21 anos e moradora do Guarujá – SP, foi uma das alunas da escola e descreveu a sua interação com os outros participantes da escola como uma convivência de respeito, tolerância e, principalmente, crescimento mútuo.

 

“Passamos cerca de 25 dias com pessoas de costumes e personalidades totalmente diferentes, porém aprendemos a respeitar e a crescer juntos”, detalhou.

 

Ela também contou como Deus apresentou-se a ela: “Ele mostrou que o primeiro passo é o     suficiente para realizarmos a boa e agradável vontade Dele. Mostrou o que eu precisava deixar para trás para poder seguir o caminho com Ele. Deus com sua infinita graça me curou, libertou e me fez entender que necessitamos nos esvaziar todos os dias de nós mesmos para Ele nos encher e por fim, transmitir ao próximo”. A paulista pretende retornar para as próximas escolas da MEF como voluntária.

 

Receber antes de entregar

 

Durante o período teórico da escola, diversas aulas foram ministradas: Bagagem Missionária, Batalha Espiritual, Vocação Ministerial, Saúde Emocional, Realidade Religiosa no Sertão Nordestino, Evangelização e Estratégias Missionárias para o Sertão, Discipulado, Autoridade e Submissão, Batismo no Espírito Santo, Mapeamento e Projeto Missionário, Primeiros Socorros na Missão, entre outras.

 

Mais do que um simples passar de conhecimento, essas aulas serviram para preparar os alunos para a missão em Monteirópolis e foram usadas por Deus de maneira significativa para ministrar no coração dos participantes, conforme a necessidade de cada um.

 

Além disso, os momentos a sós com Deus, os devocionais, as orações, as conversas e os períodos de louvor, leitura e estudo da Bíblia também servirem para que o Senhor entregasse a cada um o necessário para complementar essa preparação para a ida até a cidade evangelizada.

 

Afinal, como a apóstolo Paulo diz em I Coríntios 11:23, entregamos às pessoas aquilo o que antes recebemos do Senhor.

 

A hora de colocar a mão na massa

 

Depois de quase 10 dias de treinamento prático, chegou a hora dos alunos, voluntários e obreiros da escola partirem rumo a Monteirópolis para passar pelo período prático. No dia 14 de janeiro foram ministradas as últimas aulas e todos se uniram para limpar a base e organizar-se para a viagem.

 

No período da noite, foi realizado um culto de envio dos participantes da missão e de madrugada todos subiram no ônibus, dando início à viagem para Monteirópolis. Após aproximadamente 12 horas na estrada, o grupo colocou os pés na cidade.

 

Os primeiros dias serviram para a equipe conhecer a cidade e seus moradores, antes que a evangelização propriamente dita fosse iniciada. Divididos em pequenos grupos, os missionários andaram por Monteirópolis e tiveram os primeiros contatos com os moradores.

 

A primeira evangelização foi realizada na feira do município, quando os participantes se dividiram em grupos para conversar com os moradores de Monteirópolis a respeito de Jesus e do plano da salvação e realizaram um momento de louvor.

 

Nos dias que seguiram, as equipes saíram batendo de casa em casa, visitando os moradores, conhecendo-os, ouvindo suas histórias, compartilhando o Evangelho de Jesus Cristo e orando por eles.

 

Os participantes também passaram um dia na comunidade quilombola Paus Pretos. Eles chegaram lá no período da manhã, em que visitaram os moradores do povoado para falar sobre o amor de Jesus Cristo e convidá-los a participar da programação preparada para eles.

No período da tarde, os missionários organizaram uma atividade para as crianças, em que, por meio de brincadeiras, ensinaram valores como obediência e atenção. Depois, por volta das 18h, a programação também foi voltada para os adultos e houve um período de oração, louvor e ensino da Palavra.

 

Jessé Gonçalo dos Santos, de 48 anos de idade, que veio de Recife – PE e participou da escola como aluno, contou que algo que chamou sua atenção durante a passagem por Monteirópolis foi a centralização e a influência católica no lugar, com muita idolatria a São Sebastião.

 

Para a aluna Gabriela Vera, um momento marcante da escola aconteceu justamente durante o período prático: nos últimos dias em Monteirópolis, os participantes da escola organizaram uma ação social para os moradores, com atendimento odontológico, estético e de enfermagem.

 

A ação foi seguida de um período de brincadeiras com as crianças, da mesma forma que ocorreu no povoado Paus Pretos, e de um momento de louvor, oração e exposição bíblica, que também contou com a apresentação de um teatro evangelístico.

 

Na ocasião, a paulista teve a oportunidade de usar a sua formação acadêmica, que é da área de odontologia, para ajudar o próximo. Gabriela ensinou as crianças da cidade a escovar os dentes e a língua, a usar o fio dental e aplicou flúor nos pequenos, além de ter feito uma analogia entre a limpeza da boca e do coração, explicando a eles sobre o plano da salvação.

 

“A escola me impulsionou a usar mais minha formação e, independente da maneira que for, levar o amor de Deus”, contou Gabriela.

 

João Pedro Silva Freitas, que é natural de Parauapebas – PA e tem 18 anos de idade, atuou na escola como voluntário e contou que o que foi marcante para ele foram as visitas feitas nas casas dos moradores de Monteirópolis.

 

“Vimos de perto o que cada família enfrentava, problemas ou enfermidades, e conseguimos falar abertamente do nome do nosso Senhor Jesus a essas pessoas, que surpreendentemente, abriram suas portas para que o Evangelho entrasse”, relatou.

 

E quando os missionários cuidavam obra do Senhor, Deus continuava a cuidar deles e a trabalhar em seus corações, por meio de momentos como a ceia, em que todos trocaram o pão entre si e oraram uns pelos outros, e de uma representação do ato de lavar os pés, quando cada aluno lavou os pés de seus colegas, revivendo a lição de humildade e amor ensinada por Jesus em João 13.

 

O que se viu em Monteirópolis foram curas físicas e espirituais, além do mais importante: pessoas reconheceram Jesus como o seu Salvador. Agora um casal de missionários da MEF, Pedro Wisley Nascimento e Kalliny Oliveira, permanecerá morando em Monteirópolis, com a missão de discipular os moradores que entregaram sua vida a Jesus.

 

E então, o que significa ser missionário?

 

Depois de sua experiência na EMEF de janeiro, a aluna Gabriela Vera afirmou que para ela o missionário é “uma pessoa que está disposta a deixar suas bagagens pessoais por amor ao próximo”.

 

Já ao ser perguntado, após o término da escola, o que significa ser um missionário para ele, Jessé Gonçalo respondeu que é “compreender o chamado do Senhor em sua vida, e com o ide em sua Palavra, ir proclamando o amor de Deus nos lugares distantes.”

 

Jessé contou que também pretende voltar como voluntário para a EMEF e que recomendaria a escola para outras pessoas. “(Ela) leva a sério a concentração espiritual, o compromisso com missões e também a santidade ao Senhor”, explicou.

 

Para o voluntário da MEF, João Pedro Freitas, ser um missionário é mais do que simplesmente ir a um campo.

 

“Consiste também em estar sempre direcionado pela vontade de Deus e ter uma intimidade com Ele. A consequência disso é um viver totalmente dependente do nosso Senhor, pela fé, como a Palavra também nos exorta a assim viver,” completou.

 

E para você, o que é ser um missionário? Já pensou em viver essa experiência na prática, servindo no sertão nordestino? Então, não perca a chance e se escreva na próxima EMEF, que acontecerá entre os dias 6 a 22 de julho.

 

Para ter mais informações a respeito da MEF, da escola missionária e inscrever-se, acesse: http://mef.org.br/.

 

Texto: Nahida Almeida, Aluna da EMEF 18.1

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