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24
out
2016

Mais de 80% dos cristãos tiveram que fugir do Iraque, desde 2003

POR Abraão Medeiros
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O Iraque era o lar de cerca de 1,5 milhões de cristãos. Mas depois da violência sectária iniciada pelo Estado Islâmico, que chegou ao poder em 2014, apenas de 300.000 cristãos permanecem no país.

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Enquanto os conflitos no Iraque e Síria têm forçado milhões de pessoas a fugir de suas casas ao longo dos últimos anos, um ativista cristão explicou que mais de 80% dos cristãos fugiram do Iraque nos últimos 13 anos, enquanto quase na Síria, esse percentual tem sido de 50%, desde 2010.

Desde que o exército dos Estados Unidos entrou no Iraque em 2003 e capturou o ditador Saddam Hussein, abriu-se um vácuo de poder. O Iraque era o lar de cerca de 1,5 milhões de cristãos. Mas depois da violência sectária iniciada pela organização brutal terrorista do Estado Islâmico, que chegou ao poder em 2014, apenas de 300.000 cristãos permanecem no país.

Enquanto isso, na vizinha Síria, a guerra civil devastou o país ao longo dos últimos cinco anos e a ascensão do Estado Islâmico (também conhecido como ISIS, ISIL ou Daesh) dentro do país agravou diversos problemas, criando, assim, uma das piores crises de refugiados no século 21.

Antes do êxodo em massa da Síria ao longo dos últimos cinco anos, os cristãos representavam cerca de 10% da população da Síria.

Em uma recente entrevista com a agência britânica de notícias ‘Premier’, Lisa Pearce, a CEO da Missão Internacional Portas Abertas no Reino Unido e na Irlanda, explicou que a população cristã na Síria hoje é apenas metade do que era em 2010. Além disso, ela disse que apenas cerca de 17% dos os cristãos que viviam no Iraque antes do início da Guerra do Iraque permanecem no país.

“Desde o início da guerra na Síria, cerca de metade dos cristãos fugiram do país”, disse Pearce, chefe de um dos principais grupos de vigilância sobre perseguição religiosa sobre cristãos do mundo. “No Iraque, desde 2003, cinco em cada seis cristãos deixaram o país porque eles não têm mais esperança de um futuro lá”.

Medo de retornar
No entanto, muitos cristãos e minorias religiosas que fugiram da perseguição do Estado Islâmico no Iraque e na Síria, não podem voltar para suas casas, porque eles temem que a severa perseguição que os obrigou a fugir de suas casas possa se manter, caso as medidas necessárias não sejam tomadas para proteger explicitamente suas comunidades.

“Bem, não podemos pedir às pessoas que fiquem ou saiam, mas é fundamental que elas tenham a oportunidade de ficar, porque esta é a terra natal do Cristianismo”, disse Pearce à ‘Premier’. “Jesus visitou a Síria, desde a Galiléia e Paulo ficou se converteu na estrada para Damasco. No Iraque, a fé cristã é tão antiga que a tradição diz que foi o discípulo Tomé que a levou primeiro para lá”.

Quando questionada sobre como a comunidade internacional pode intervir para certificar-se de que os cristãos e outras minorias religiosas não foram esquecidas na discussão global sobre a região, Pearce disse que a situação, especialmente na Síria, é “confusa”.

“Isto está certificando que eles são parte dessa discussão, parte dessa estrutura que estamos considerando quando estudamos formas diferentes de intervir, porque não há grande perigo em todos estes debates sobre sunitas, xiitas e a Rússia”, disse Pearce. “Há enormes partes envolvidas, mas aqueles grupos que não são uma população grande, ficam presos nas lacunas. Não apenas no país, mas em nossos planos para apoiar a região também”.

“Eles [cristãos] também têm contribuído com suas sociedades e amam seus países. Minha oração é [a mesmo] oração de uma senhora iraquiana, que diz: ‘Eu quero que meus colegas iraquianos saibam que eu não sou uma convidada neste país. Trate-me como uma irmã e não como uma convidada”, Pearce continuou. “Minha oração é que as comunidades cristãs não sejam vistas em segundo plano e não sejam vistas como um grupo vulnerável de pessoas pobres; que eles serjam vistos como uma parte igual da sociedade e eles têm um papel e oportunidade de fazer parte, de reconciliar e reconstruir as sociedades para o bem de todos. Que os cristãos nessa diáspora possam manter a esperança de retornar aos seus países”.

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