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06
abr
2016

O Desafio de Missões no Sertão Nordestino

POR Missão Esperança e Fé
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O Desafio de Missões no Sertão Nordestino.

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Apesar de vivermos no sertão nordestino, há por parte da igreja uma ausência no compromisso de alcançar esta considerável parcela de não alcançados, que estão mais próximos de nós do que podemos imaginar. Acredito que a melhor forma de alcançar os sertanejos é com obreiros formados no próprio contexto do Sertão. Precisamos evangelizar e discipular na região do maior desafio monocultural do Brasil.

Acredito que muitas igrejas não investem no Sertão Nordestino, por várias razões. Muitas não conhecem a realidade que está bem próxima de seus templos, seminários e casas – é necessário um maior engajamento e uma maior pesquisa por parte da igreja e organizações que se interessam pelo evangelização do Sertão Nordestino. Não há ainda no RN um órgão voltado especificamente para coletas de dados sobre a atual situação das comunidades rurais inalcançadas, daí a necessidade de algo voltado para esta tarefa. Somado a isto, ainda há pouco investimento nessa área missionária, muitas igrejas preferem os grandes centros urbanos para se expandirem. Devido ao difícil acesso, bem como as precárias condições de habitação, torna-se muitas das vezes difícil a escolha do missionário em ir para tais comunidades.

O desafio do Nordeste em estatísticas

O sertanejo é resistente ao Evangelho. Sua fé é sincrética, hereditária, repassada mais de uma forma folclórica, tradicional, do que mesmo de uma forma discipulada. É uma “herança cultural” de seus antepassados, que em alguns casos é como se fosse uma desonra deixá-la.

Cito um exemplo: o festejo junino! São João, não é citado como um santo que realiza milagres, porém é o mais “festejado”, com a sua típica festa do sertão, onde até mesmo que não crer nele como santo, participa de seus festejos!

Vejamos alguns dados relevantes sobre a atual situação de nossa “Janela 10×40” doméstica:

É a segunda região mais populosa do Brasil (51 milhões de habitantes) e a que possui a menor porcentagem de evangélicos (13%);

É onde está a maioria (71%) das cidades menos evangelizadas do Brasil;

Das 485 cidades com menos de 3% de presença evangélica, 343 estão no interior nordestino;

Das 258 tribos indígenas brasileiras, 39 estão no Nordeste e, destas, 29 ainda não tem uma igreja capaz de evangelizar seu próprio povo sem ajuda externa;

Das 724 comunidades quilombolas (descendentes de africanos), 523 estão no Nordeste e onde, em sua grande maioria, ainda não existe uma igreja; Historicamente estas cidades do sertão têm sido classificadas como “resistentes” ao avanço da igreja evangélica devido a idolatria.

A zona rural nordestina possui mais de 10 milhões de habitantes com menos de 0,1% de crentes. Estimamos que existam mais de 10 mil povoamentos sem nenhuma presença evangélica é aí que a igreja que está nas capitais, grandes centros, devem investir parte de seus recursos e missionários.

Há algumas inciativas que tem feito grande diferença no contexto do Sertão Nordestino. Temos a JUVEP que no estado da Paraíba tem realizado um relevante trabalho na plantação de igrejas no sertão. Recentemente esta agência missionária fez 30 anos de existência, tendo sido pioneira no Nordeste.

No Ceará temos a Missão CEIFA, que há mais de uma década trabalha com treinamento de equipes para plantação de igrejas, em parceria com igrejas locais.

No RN, a IEADERN tem feito um bom trabalho de plantação de igrejas em comunidades rurais não alcançadas. Com projetos de envio de famílias missionárias para zona rural. Nossa igreja tem sido ao longo dos anos reconhecida como uma igreja pioneira, em plantação de igrejas, através de obreiros leigos, vocacionados e enviados para realizar seu “treinamento” na práxis.

Temos também a MEF (Missão Fé e Esperança) com uma Escola Missionária Esperança e Fé (Emef). Que nos meses de janeiro e julho de cada ano tem plantado e deixado um casal tomando conta de igrejas recém plantadas.

Contudo, ainda há por parte de algumas lideranças resistência, ao envio e treinamento de jovens obreiros de igrejas onde estes pastoreiam.  Recentemente, fui desafiado a conseguir um casal para ser treinado em uma dessa agências, era uma excelente promoção, um desconto de quase 50% nas mensalidades, mas sabe o que houve? Não encontramos o casal… E um casal que contactei que eu sabia ter o sonho de fazer uma escola dessas, o seu pastor não o liberou para ir ser treinado.

Fico imaginando, se como líderes devemos treinar e motivar os irmãos para a obra do ministério, para o aperfeiçoamento dos santos, como bem expressa a Palavra de Deus, por que muitos líderes não desejam treinar seus jovens? Se disporem a treinar casais para se disporem a realizar o desafio de missões no Sertão!

Temos muitos vocacionados esperando uma oportunidade para serem motivados, acreditados e treinados para realizar a missão que Deu lhe deu. Pastores, lideranças, precisamos despertar para isto!!!

Com esse intuito é que criamos o Projeto Boas Novas para o Sertão (http://boasnovasparaosertao.blogspot.com.br), o qual objetiva facilitar, aproximar as lideranças e os jovens dessas oportunidades que hoje existem para os que são vocacionados e querem ter uma oportunidade de vivenciar o seu chamado.

Desde 2013, mais de 30 jovens já foram abençoados com treinamentos em Escolas Missionárias de Férias, e Escolas de Plantação de Igrejas no Nordeste, através de parceria, incentivo, e ponte realizada pelo Projeto Boas Novas para o Sertão. Portanto, o nosso desejo é contribuir, mobilizar, assessorar àqueles que desejem conhecer projetos, agências e ações missionárias que promoverão o crescimento do Reino de Deus aqui na terra.

Recentemente a EMAD (Escola de Missões da Assembleia de Deus), órgão oficial das Assembleias de Deus no Brasil, abriu uma base em Fortaleza – CE. Para quem tem um chamado transcultural, agora ficou mais perto de nós a oportunidade para treinar vocacionados.

Temos também a Missão Ceifa – Pacajus-CE, que é liderada pelo Pr. Eliaquim Rodrigues, uma agência que há mais de 10 anos tem uma excelente escola de plantação de igrejas no Sertão do Nordeste, Chamada ENIGRE ( Escola Nordestina de Implantação de Igrejas), a qual tem feito um excelente trabalho com equipes que são enviadas para lugares onde não há crentes e igrejas e após seis meses de período prático da escola, fica uma igreja plantada e um casal de missionários ligados à igreja enviadora tomando de conta da mesma. Durante todo esse tempo já foram implantadas 14 novas igrejas.

Aqui no RN, ainda temos apenas uma Agência Missionária, que é a MEF (Missão Esperança e Fé). Essa agência também tem uma Escola de curto período e de plantação de igrejas chamada EMEF (Escola Missionária Esperança e Fé).

A partir de dados do Movimento Nacional de Evangelização do Sertão Nordestino que mapeou as 30 cidades menos evangelizadas do Nordeste, é que a MEF está plantando igrejas nessas cidades. Tendo em 2014 plantado uma igreja na cidade de São Fernado/RN, cidade que está no cartão de oração como uma das 30 menos evangelizada, e em 2015, em janeiro, plantou mais uma igreja em Granjeiro/CE, uma cidade que fica a aproximadamente 30 km do Juazeiro do Norte/CE. Em todas essas cidades ficou um casal de obreiros jovens como missionários para tomar de conta do trabalho.

Eu mesmo, sou fruto de um trabalho de plantação de igrejas em comunidades rurais. Quando no ano de 2007, fui desafiado pelo Pr. Isaac Dias, para fazer parte do Projeto Desafio Missionário, projeto que foi idealizado e realizado na AD em Apodi/RN. Fomos a segunda família a chegar àquele campo para atuar na plantação de igrejas em comunidades distantes da cidade e de difícil acesso. Ali passamos três anos plantado igrejas entre os “sem terra”, assentados pelo INCRA. Durante o período que estive lá, pelo menos seis famílias foram enviadas as comunidades rurais daquele município. E quatro áreas missionárias foram plantadas e várias congregações foram edificadas por aquele projeto, alcançando centenas de vidas para Cristo.

Creio que esse é um dos caminhos para mudarmos essa realidade do Sertão Nordestino. Se as lideranças tiverem a visão missionária, consequentemente a igreja também terá. Se a igreja tem a visão missionária, vocacionados serão levantados no seio da mesma, e se todos compartilham dessa visão, os missionários serão treinados e enviados aos campos que estão brancos.

Não é algo simples assim, mas também não precisamos complicar mais ainda. Conscientização missionária se dá através da exposição da Palavra, do que Ela ensina sobre o assunto, de homens e mulheres que são comprometidos com a causa missionária e que podem ser paradigma para os demais.

Que sejamos a igreja missionária que pelo mover do Espírito Santo, fará missões, em sua localidade, cidade, estado e nação e além fronteiras, sem contudo esquecer da realidade dos nossos conterrâneos sertanejos, que são nossos parentes, são nossos vizinhos, são nossa linhagem.

POR AMOR DO SERTÃO NORDESTINO NÃO ME CALAREI!

Ev. Luciano Costa
IEADERN – São José do Seridó/RN
Email: luckcosta1@hotmail.com
Cel: (84) 81378557 – 99553179

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